Quarta-feira, Junho 25, 2003
TUDO NORMAL
11:40pm Comecei a ouvir um barulho de samba lá em baixo, na rua. Levantei e fui na janela olhar. A rua lotada. Fui até ao banheiro, lavei o rosto para despertar. Meu marido e meu filho tinham ido passar o fim de semana na casa do meu sogro, eu estava sozinha em casa. Coloquei a minha blusa nova, branquinha, que tinha acabado de comprar, no mesmo dia. Sai de casa exatamente meia noite e o meu cachorro estava na rua. Ele é uma mistura de vira lata com policial, bem grandão, sabe? Eu chamei, e ele veio morder a minha perna. Falei com ele "O que foi, tá me estranhando é?" mas ele não me deixava sair, de jeito nenhum. Tive a impressão de ouvi-lo dizer "VOLTA, VOLTA", mas poderia ter sido "WOLF, WOLF". Isso foi na encruzilhada perto da minha casa. Deixei o cachorro para trás e fui caminhando em direção à festa na rua. Chegando lá encontrei minha irmã, que disse ter visto uma luz em cima de mim, enquanto caminhava em direção a festa. E durante a noite ela me dizia que tinha um vulto preto e enorme me acompanhando. Deve ser a cerveja, pensei. Dancei muito, bebi bastante. Minha irmã disse estar passando mal e foi embora. Quando eram 3:00h da manhã voltei para casa com 2 amigas e as filhas de uma delas. Uma tinha 11 anos e a outra, bebê, 8 meses. Estávamos voltando prá casa quando nos deparamos com uns 60 homens na encruzilhada, a maioria encapuzado. Nos pararam e mandaram a gente encostar no muro. Não sei como, mas mantive a calma e não me desesperei. Percebi que enquanto um negão enorme gritava com a gente, o outro de capuz só fazia sinais de positivo e negativo com a cabeça. Só conseguia ver os olhos dele, e me pareciam familiares. Enquanto isso o negão segurava uma arma na minha cintura, perguntando se alguma de nós estava grávida. Semana passada o pessoal lá da boca tinha matado uma mulher grávida da área deles e eles queriam revidar. Eu, barriguda do jeito que estava, parecia mesmo estar grávida. Mas disse que não, que ninguém ali estava grávida. Então ele subiu a arma gelada, da minha barriga até o meu pescoço, arrastando-a e apertando-a com força contra o meu rosto. Gritava dentro de nossa cara, perguntando se sabíamos onde era a boca. É claro que sabíamos, mas como dizer? Se dissessemos ali, não morreríamos naquela noite mas, com certeza, dançaríamos no dia seguinte. Nesse momento eu olhei bem para os olhos que eu sentia serem conhecidos e o homem movimentou a cabeça, em negativo, para o negão que gritava na minha frente. Ele se afastou e encostou a arma no bebê e ameaçou mata-lo se não falássemos. Novamente olhei com súplica para os olhos daquele homem e ele mais uma vez mandou o negão se afastar. Reconheci então, num movimento dele, que aquele homem tinha sido um namorado da adolescência e que ele sabia quem eu era, o tempo todo. O negão bateu muito nas outras, inclusive na menina de 11 anos, filha da minha amiga, mas em mim não encostou nem um dedo. Não falamos nada, não contamos nada e os homens saíram correndo para invadir a festa que estava acontecendo lá em baixo, no asfalto. Mataram dois meninos, dois irmãos, e os colocaram dentro das manilhas, lado a lado, esfaqueados. Dizem que a mãe ficou maluca por ter perdido os dois filhos de uma só vez. Eu e minha amigas fomos liberadas por aquele homem de capuz, com um gesto de sua mão. Saímos correndo e nos embrenhamos no mato. A minha blusa branca eu tive que arrancar, para não sermos vistas no mato. Ficamos lá até amanhecer, escondidas no meio dos pés de cana, e vimos quando os homens estavam escondendo suas armas naquele matagal. Se eles tivessem olhado para cima teriam nos visto. Ainda bem que não estava de blusa branca. Cheguei em casa já era claro. Peguei aquela roupa e queimei, só me trouxe azar. Alguém estava me protegendo o tempo todo naquela noite.Três dias depois o cachorro morreu, coitado. A mãe de santo disse que foi por causa da quantidade de energia ruim que ele teve que carregar, prá me proteger. Eu fiquei sem voz por um mês. Estado de choque, segundo a psicóloga do SUS. Depois que eu terminei o tratamento o chefe da boca lá do morro mandou me chamar. Disse que eu estava de parabéns...
essa história é real... é só a gente parar para conversar um pouco com as pessoas que têm uma realidade completamente diferente da gente
posted by Mari |
4:31 PM
Terça-feira, Junho 17, 2003
Trecho de comentário que eu fiz nesse post da Ana do dia 15 de junho - que está muito bom e vale muito a pena ler. É grande mas irresistível. Quando você percebe, já terminou e queria mais.
Gostoso como sexo...
"Mas a sensação, vamos combinar, M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.A de um pau te metendo não tem comparação... (desculpem a todos a grosseria, mas não tem jeito melhor de expressar as coisas boas de uma penetração. Aliás, essa palavra - PENETRAÇÃO - é muito fria e não corresponde ao prazer que o ato proporciona.
Enfim, nossa sociedade feminina é Falocêntrica, como constatou Mari Sacra depois da reunião do MADA.
Amém!"
posted by Mari |
7:34 PM
Caralho!!!
quando finalmente consigo escrever algo mais interessante depois de semanas sem conseguir escrever nada que consiga elevar a audiência desse blog, esta porcaria joga tudo fora... e olha que, antes de postar eu sempre dou um CTRL+C para garantir que vou continuar com o texto. Não é a primeira vez que isso me acontece. O negócio é que agora o blogger.com está metido, depois que foi comprado pelo Google. Agora chama-se NEW BLOG e está todo bonitão. Foi este mesmo bonitão que me fez perder todo o template antigo e me deu um trabalhinho para reconstruí-lo. Por exemplo, se não fosse o Elton, eu não estaria aqui hoje. Mas fui confiar novamente... Perdi o post Bloggeio, que explicava o motivo de tanta falta de assunto aqui no assuntos aleatórios.
Bom, foda-se.
Vai ficar assim mesmo. Não vou repetir que eu consegui resolver o tema da minha monografia, que o Cláudio Bojunga vai ser meu orientador (em off) e que quero desenvolver aqui - e no pessoas - a questão de uma depressão coletiva, em todas as faixas etárias e classes sociais, devido a sensação de impotência que o desemprego está provocando na sociedade. Oba! Vou poder falar de mim com bases em outras pessoas. Yeah! Nada mais covarde!
Agora eu vou dar CTRL+C para salvar este aqui! E, agora falando sério! Comentem, porra! Vocês sabem que os comentários fazem a gente ficar mais feliz!
Obs. Estou há 6 horas sem fumar.... Quase morrendo de vontade!!! Quase saindo de calcinha na rua para comprar cigarros... por enquanto a preguiça está mais forte que o vício! Quem me conhece sabe como sou viciada, por isto imaginem o quão imensa está a minha preguiça hoje...
posted by Mari |
7:08 PM
Ai, que bom que não vamos mais para o Sana. Não estava nem um pouco a fim de curtir um lugar raízes, com pessoas muito doidonas que acreditam em duendes e gnomos... Não é minha praia. Mauá, apesar de favorecer esse público é mais agradável - tanto pelas paisagens como pelo clima.
Tem um lugar que eu adoraria visitar novamente, neste feriado: Ouro Preto. Para lá eu iria, a cidade deve estar linda - como sempre, no inverno - com todas aquelas coisas gostosas de minas e seu povo hospitaleiro. Tenho um carinho enorme por lá e voltaria quantas vezes tivesse a oportunidade. Ms acho que a oportunidade não veio.
Então vou ficar por aqui no feriado. Nada de Sana, Mauá e nem, muito menos, Ouro Preto. Quem sabe ficar de cara com a tela do computador adiantando alguns dos 6 trabalhos que tenho para terminar até 4 de Julho. Quem sabe, junto com tudo isso, sair para curtir um Rio de Janeiro mais vazio, com meus amigos duros - e namorado idem.
Esse estado de imobilidade em que me encontro não é gratuito. Eu não aguento mais acordar cedo, estou pirando. E, quanto mais coisas para fazer aparecem, mais desesperada eu vou ficando e, ao invés de agir e começar a fazer as coisas eu fico aqui no blog "esperando a morte chegar". Eu até faço tudo - mas não estou conseguindo sentar para organizar as idéias e o material pesquisado. Disposição para correr atrrás não falta. Falta inspiração para escrever tudo.
Bom, isso é papo para outro post.
posted by Mari |
6:46 PM
Segunda-feira, Junho 16, 2003
Alguém conhece o Sana?
Pois é, é prá lá que eu vou no feriado.
Acampar... Aposto que é o tipo de lugar que a gente tem que fazer caminhadas enormes para se chegar em alguma cachoeira ou "pequenos paraísos" ecológicos. Tomara que o camping tenha um bom banheiro e uma boa comida! Não curto muito esses esquemas selvagem-bicho. Ainda mais tendo que carregar toda a tralha - barraca/colchonete/travesseiro/comida - nas costas. Sim, nós vamos de ônibus.
Alguém empresta o carro?
posted by Mari |
5:54 PM
Passei o sábado com Elton tomando conta do meu irmão. Fomos na festa junina da Nossa Senhora da Paz e comemos muitos salsichões... Tava muito cheio e não dava prá fazer o que é o mais legal em festas juninas: comer!
Depois de um tempinho nós resolvemos ir para o Empório e ficamos lá bebendo cerveja com a Mari Sacra, Leozinho, Clara e cia... Foi muito legal e até o meu irmão - que tem 12 anos - se divertiu.
posted by Mari |
5:32 PM
Eu e Mari fomos ao MADA na sexta feira. Foi incrível a experiência. Impressionante a quantidade de mulheres (bem sucedidas profissionalmente, falidas emocionalmente) presentes e deprimidas.
Antes de mais nada é preciso esclarecer que não temos problemas de ordem emocional - pelo menos não num nível em que seja necessário uma ajuda externa.
Pois é. A Mari vai fazer uma matéria sobre o MADA e queria me entrevistar, então fomos assistir a reunião. Bizarro. Chorei e tudo com as histórias. Que a grande maioria dos homens são sacanas e babacas a gente tá cansada de saber. Mas que muitas mulheres se sujeitam a tal ponto de humilhação, isso é novidade. Não vou contar as histórias, não vem ao caso. Elas têm seu mérito. Pelo menos estão tentando acabar com seus relacionamentos doentios e auto destrutivos procurando ajuda.
posted by Mari |
5:28 PM
Muito Obrigada, Elton, por recuperar o meu querido e doce blog...
Aliás, muito parcial essa sua idéia de fazer uma retrospectiva de posts, colocando aqui o post que eu escrevi no dia seguinte que ficamos...
Mas adorei reler e relembrar!
posted by Mari |
5:12 PM
Mariana e todos ... p/ comemorar o acerto dos comentários ... e dos acentos.. ;-)
Aí vai uma da inaugurada sessão recordar é viver:
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Domingo, Abril 21, 2002
Biritas no Caroline Café: R$32,50
Biritas na Bunker: R$16,00
Ficar domingo em casa, estragada, comendo pudim de leite e tomando coca-cola, passando mal, lembrando da noite passada:
Não tem preço!
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"Wish You Were Here"
... Música e tema deste Domingo...
posted by Mari Castori | 11:35 AM
archived
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Sabe quando a gente acorda com aquele sorriso no rosto, satisfeito com o mundo? É muito bom quando o ontem se supera e atravessa o hoje, tão próximo que parece que ainda está acontecendo. Poucas pessoas são capazes de me surpreender... e essa é a condição básica para fazer com que momentos durem para sempre. Acho que tem mais alguém que sabe do que eu estou falando, não é? :)
posted by Mari Castori | 11:14 AM
posted by Mari |
12:03 PM
Aertei as configurações do blog e agora tá tudo certo..
ç
ó
á
ã
à
â
é o elton falando aqui hein.. ;-)
posted by Mari |
11:37 AM
Domingo, Junho 15, 2003
Nao da nem vontade de escrever com o blog desse jeito...
posted by Mari |
7:41 PM
Quinta-feira, Junho 12, 2003
Má notícia que me faz chorar muito..
perdi todo o meu template aqui no blogger... sorte que eu tinha algo como uma cópia salva...
agora que já passou o desespero de ter perdido tudo, depois eu vou arrumando as coisas. vamos ver... de repente aproveito o embalo e mudo logo toda esta porcaria aqui, inclusive o endereço...
posted by Mari |
9:02 PM
Ontem foi uma noite ?tima.
Lançamento do livro substantivo feminino, da Maria Rezende, e dos Cds de Tonho Gebara e Rodrigo Bittencourt. Eu n?o ia, estava morta de cansaço depois de um dia inteiro perambulando pela zona norte a procura de informaç?es sobre as comunidades nas quais eu poderia ir. Cheguei em Niter?i tarde, pensando em cama - comida. Pegar outro ônibus para o Humait?, ia ser dose... Mas o tempo foi passando e eu fui ficando cada vez mais agoniada de pensar que iria perder o lançamento, que n?o iria ouvir a Maria recitar seus poemas lindos. Rebuliço...
Mexe pr? l?, mexe pr? c?, escuta a chave na porta: - M?e, m?e???
Vamos comigo no lançamento da Maria? - hein, hein?
Fomos. Ufa! De carro, feliz, vento no rosto e com pressa de chegar para n?o perder nenhum minuto. Ainda bem, chegamos a tempo. A Mari Sacra foi também, e a Angélica, que pena, s? pegou o finalzinho. Tudo bem. Foi ?timo, lindo e arrepiou a espinha. No intervalo fui correndo comprar os meus - medo de acabar, sei l?, produç?o independente, sabe-se l? quando é que vai encontrar mais por a? e, de repente, quando encontra-los eles nunca mais estar?o custando 22 reais - o pacote com o livro e os 2 cds.
Mas, para o bem de todos vocês que n?o foram e n?o ouviram, o livro vai estar sendo vendido na Livraria Travessa em dez dias. Os cds eu n?o sei, mas vocês podem mandar um e-mail para a Maria que ela diz para vocês. O livro vem com um Cd da Maria recitando suas poesias que, antes de dormir, ontem a noite, escutei. Lindo, lindo lindo... Todo mundo precisa ouvir. Ler. A poesia dela é aquela que se saboreia, palavra por palavra.
Enfim. Ainda bem que eu fui.
Ainda bem mesmo.
posted by Mari |
8:28 PM
Hoje foi um dia marcante.
Adoro tardes de outono - simplesmente amo. Tardes como essa são lindas demais, ainda mais quando se está fazendo algo completamente novo, que não sabe o que se espera.
Alguém que frequenta este blog já foi na cara dura visitar projetos sociais em favelas? Provelmente sim. Mas eu nunca tinha ido, até hoje. O trabalho tem por objetivo analisar a possibilidade de implantação de um meio de informação comunitária ou, caso já seja existente, descobrir o que pode ser melhorado e como as pessoas da comunidade em questão se relacionam com eles.
Para isto, antes de mais nada, é necessário conhecer a comunidade onde se vai. Fui ontem na sub-prefeitura da tijuca e adjacências e o que encontrei foi um atendimento de dar inveja a muito restaurante. O presidente da associação de moradores do morro da Casa Branca - na Tijuca - me atendeu e disse-me que ficaria muito feliz se eu fizesse meu trabalho naquela comunidade. São tantas, só na zona norte... afinal, eu não conhecia ninguém e fui na dele. Omar agitou tudo, marcamos hora e fomos (eu e meu grupo de mais uma) para lá. Conhecemos uma porção de gente, depois de encararmos uma subida íngreme e interminável. Os projetos desenvolvidos pela própria comunidade, em parceria ora com escolas, ora com postos de saúde, ora com ongs como a CDI proporcionam um ambiente ótimo de esperança num lugar onde nós, do asfalto, pensamos ser sombrio e sem perspectivas.
As meninas do "Agente Comunitário de Saúde", a Lidia e a Ângela deram uma aula de cidadania e solidariedade, contando-nos sobre o seu trabalho. Também deram uma lavada em mim ou em qualquer outra pessoa que se queixa de "falta de oportunidade". Estão batalhando e querem fazer o curso de enfermagem para poderem crescer. Uma fluência verbal que me deixou sem graça.
Já a Rosana, que é a diretora de Projetos Sociais na comunidade, tinha em seu olhar aquele otimismo e garra de uma pessoa que não desiste de lutar. Entrei em sua sala para conversar com ela sobre seus projetos e ela estava no meio de uma aula de cidadania com crianças entre 10 e 12 anos. O esquema é o seguinte: a CDI montou a infra estrutura para o curso de informática para a comunidade mas, uma vez por semana, eles mexem com as idéias ao invés das máquinas. E foi nessa reunião infantil em que me meti, boquiaberta com o grau de maturidade das crianças - sempre crianças, é claro! Fui convidada a me apresentar e dizer o que estava fazendo ali, o que fazia da vida e como era quando tinha a idade deles. Falei que gostava muito de ler e escrever e que essa era a minha maior paixão desde criança - o que é verdade. A atenção e participação foram emocionantes, eu fiquei estarrecida, boba de ver - como uma idiota - e a Rosane me contando o que ela fazia, o que a motivava, como era a frequencia do projeto.
Fomos convidadas a voltar no próximo sábado para uma reunião da "Casa da Auto Estima", um projeto para resgatar a confiança das mulheres da comunidade que estão deprimidas. Segundo os nossos entrevistados, é muito grande o índice de depressão lá, principalmente entre as mulheres. Também fomos convidadas a retornar na segunda feira próxima para a gravação do programa semanal que o grupo de "Agente Jovem" tem na rádio comunitária da Grande Tijuca. Marcamos com as agentes comunitárias de saúde de voltarmos na próxima quarta-feira para acompanharmos a sua reunião de equipe e conversarmos com todas elas. E, finalmente, no próximo sábado, dia 21, fomos convidadas a participar da inauguração oficial - com direito a festa e tudo - da "Casa da Auto- Estima".
Estou muito feliz de ter tido a oportunidade de ver de perto algo que pertencia somente ao meu imaginário. É muito bom você ver de perto que as pessoas são pessoas, independente do lugar ond moram, que têm os mesmos anseios, que são sensíveis e inteligentes e que toda esse afastamento entre morro e asfalto é, simplesmente, falta de informação nossa! E lá eles precisam não de comida, assistencialismo ou nada do gênero. Eles precisam, assim como nós, aprender a exercer a cidadania. É o que alguns de lá fazem e precisam de mais gente. Alguém se dispõe a ajudá-los a organizar um jornal informativo para a comunidade deles? Estava pensando em workshops de como se produzir comunicação comunitária, como organizar informações e qual é o passo - a - passo para que eles próprios pudessem fazer o seu. Quem estiver interessado, depois do dia 21 podemos sentar e conversar sobre isso.
O que acham?
posted by Mari |
8:16 PM
Terça-feira, Junho 10, 2003
VALEU, ANGÉLICA!
posted by Mari |
7:46 PM
"Finalmente, em Acari, onde se verificam alguns dos piores indicadores de condição de vida da cidade, os jovens construíram uma imagem sintética e dinâmica quanto à desigualdade no país e na cidade. Abrindo mão da pirâmide, elaboram uma metáfora orgânica da hierarquia social. Na sociedade há os “cabeça” e os “cauda”. Cabeça é o que pensa, é o chefão, o presidente, o traficante, o dono do morro, os políticos, os donos de empresa, os policiais da banda-podre: são os que roubam mais. Os “cauda” são funcionários públicos, quem ganha salário mínimo, moradores do morro, enfim, o povo que sofre. Entre os “cabeça” e os “cauda” está a imprensa, a mídia, que não apoia nem um nem outro; que joga um contra o outro."(Coleção Estudos da Cidade: Percepções sobre a qualidade de vida no Rio de Janeiro. Publicado em Rio Estudos nº17. Instituto Pereira Passos)
posted by Mari |
7:43 PM
Segunda-feira, Junho 09, 2003
Depois da tsunami de mau humor que devastou meu começo de fim de semana, no domingo a tempestade começou a acalmar. Fiquei em casa, fiz os trabalhos e escrevi - bastante, como vocês podem perceber - no blog. Terminadas as tarefas fui bater um papo com meu pai, que disse estar muito preocupado com o fato de eu e Elton estarmos engordando. Comentário deprimente de fim de fim de semana... Segundo Elton, ele estaria influenciado pela reportagem "Jovens" que saiu na VEJA dessa semana. Então resolvemos que iríamos caminhar na praia para reverter essa inércia em que nos encontrávamos mas, depois de prontos, começou a chover - QUE PENA!!! Decidimos, então, para não ficarmos em casa, irmos tomar um sorvete no Italiano. Bela maneira de começarmos a mudar nossos hábitos.
Falando em VEJA... Hoje eu senti meu dia produtivo, como aqueles em que eu trabalhava - FELIZ. Depois de participar de uma dinâmica muito boa com a jornalista Silvana Gontijo, fiquei lendo o meu A sociedade contra o social, almocei com a Olívia e fui para a Biblioteca Nacional fazer minha pesquisa para o trabalho de história. Não sabia que ficava aberta até as 20h, o que é muito bom. Hoje fiquei lá até 18:30h. Amanhã, como vou ficar no Elton, vou ficar na Biblioteca até fechar. No caminho de volta encontrei, por acaso, a secretária de onde trabalhava, que cuida do financeiro - MF ainda me deve R$260,00 - que prometeu resolver essa pendência da qual ela não tinha conhecimento... Bom, vamos ver se dá samba. Para quem já tinha dado por perdido essa grana, se ela entrar será muito bem vinda.
Enfim, o mau humor passou. O que eu não posso é ficar em casa porque isso me deprime. Sair para cumprir obrigações e fazer trabalhos estimulantes é o que eu preciso, mesmo que não me dêem retorno financeiro. O que eu preciso é resgatar minha auto-confiança (profissional), fazendo o que gosto e sei fazer. Essa semana está toda fechada com compromissos, o dia todo, junto com eventos durante a semana. Ou seja, movimento e coisas para fazer é o que ñão falta, já me organizei para isso e, no fim das contas, ocupar minha mente era tudo que eu precisava.
Uma vez eu disse para Elton uma coisa que ele me relembrou hoje.
O ócio é um terreno fértil para cultivar merda.
posted by Mari |
10:16 PM